Álcool, não estrague sua Festa!

Para não estragar seus momentos de diversão, saiba até que ponto os drinques são inofensivos. O excesso pode trazer graves conseqüências, como acidentes de trânsito, situações de sexo desprotegido e até de violência.

Você encontra com seus amigos na mesa de bar ou na balada para bater papo, dançar, se divertir e… beber. O consumo de bebidas alcoólicas faz parte da nossa cultura. Ele é aceito e freqüentemente reforçado, sobretudo pela propaganda.

O problema surge quando alguém passa do ponto, exagera na dose e… após aquela euforia, desinibição e maior facilidade para falar começam os chamados efeitos depressores, como falta de coordenação motora, descontrole e sono. Ou, pior, quando o excesso do álcool é tanto que leva ao coma.

No Brasil, esse cenário é cada vez mais comum. Segundo dados de dois estudos realizados pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o consumo de bebidas alcoólicas tem aumentado e, conseqüentemente, os problemas que resultam do seu uso.

Em 2005, 74,6% da população brasileira já tinha tomado algum tipo de bebida alcoólica pelo menos uma vez na vida.

Com relação à dependência de álcool, a pesquisa apontou que 12,3% da população brasileira (entre 12 e 65 anos) é dependente ou apresenta grave risco de dependência de álcool.

Esses números são trágicos, não? Para que você não caia nessa cilada, é fundamental saber até onde os drinques são considerados inofensivos e quais as principais conseqüências de seu consumo excessivo: acidentes de trânsito, situações de sexo desprotegido e de violência, além, é claro, de ampliar as chances do desenvolvimento de dependência e outros danos à saúde.

Quantos copos?

O nível seguro para o consumo de bebidas alcoólicas varia de pessoa para pessoa. Algumas conseguem ingerir uma quantidade maior de álcool e não ter problemas. Outras passam mal tomando apenas uma lata de cerveja.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu que a ingestão máxima diária de bebida alcoólica, que o organismo pode suportar, para os homens deve ser 30 ml – o equivalente a duas latas de cerveja – e, para mulheres, até uma dose (15 ml).

A mulher precisa consumir a metade da indicação do homem porque possui menor quantidade de água corporal para a distribuição do álcool e menor atividade da enzima que o metaboliza no estômago.

Vale destacar, ainda, que o excesso de álcool é capaz de prejudicar o fígado, elevar a pressão arterial, aumentar o nível de triglicérides e as taxas de açúcar no sangue.

Por isso, quem bebe deve estar atento aos riscos associados ao consumo de bebidas alcoólicas. A grande maioria dos consumidores regulares costuma subestimar sua relação com o álcool. E o exagero pode trazer problemas graves, como o alcoolismo.

Finalmente, é importante lembrar que você não precisa ingerir bebidas alcoólicas para se divertir. Muita gente se diverte muito e não bebe.

Fonte: Revista Ouse

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