Alcoolismo e a Osteoporose

Outro aspecto importante do consumo crônico de álcool pelas mulheres é a sua relação com a osteoporose.

Considera-se que a osteoporose resulta do desequilíbrio de um complexo sistema, mantido por vários fatores nutricionais, hormonais e metabólicos.

Pacientes alcoolistas apresentam freqüentemente hipocalcemia (é um nível elevado de cálcio no sangue), hipomagnesemia (concentração sérica baixa de magnésio) e hipoparatireodismo (diminuição ou ausência da secreção das glândulas paratireóides), acarretando disfunções que levam à osteoporose.

O uso concomitante de tabaco e álcool, a existência prévia ou concomitante de outros distúrbios psiquiátricos (como a anorexia nervosa e a esquizofrenia), certas características do padrão reprodutivo e de determinados “estilos de vida” das alcoolistas, para alguns autores, seriam mais importantes na relação álcool/osteoporose, questionando o papel do consumo alcoólico por si.

De fato, alguns trabalhos revelaram que o hipogonadismo e a amenorréia induzidos pelo uso de alguns medicamentos (por ex., neurolépticos) teriam sua participação na gênese da osteoporose em mulheres alcoolistas. Isto porque a ação desses medicamentos, levando a um bloqueio da ação dopaminérgica central, resultando em hiperprolactinemia, e incrementando o desbalanço ósseo.

Além disso, patologias psiquiátricas citadas (transtornos alimentares, esquizofrenia) estariam associadas à presença de polidipsia, desbalanço de fluidos e eletrólitos (particularmente de cálcio), maior consumo de tabaco, deficiências vitamínicas, menor exposição ao sol e menor freqüência de atividades físicas, colaborando para o agravamento do.

Fonte: www.casadia.org

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