Beber, cair, levantar?

No último fim de semana, passei por uma situação que muitos de vocês já enfrentaram ou ainda vão enfrentar na vida: tive que carregar, literalmente, um amigo que bebeu demais, passou da conta e mal conseguia ficar em pé no meio de uma festa que estava, até então, divertidíssima.

Não fosse pela ajuda de mais duas pessoas, seria impossível chegar até o táxi, já que estávamos em uma casa no alto de uma montanha.

Se, por um lado, é muito chato ter que ficar controlando o que seus amigos bebem ou deixam de beber, por outro essa também não é uma função sua. Afinal, cada um deveria conhecer seus limites e aprender a se controlar.

Uma ressalva: esse amigo não bebe com frequência, muito menos dessa maneira. Mas, nesse dia, ele bebeu mal! Assim como bebem mal centenas de milhares de jovens brasileiros, todos os finais de semana.

E essa história ainda tem alguns agravantes. Para alguns grupos de jovens, o padrão de beber muito ou de “beber até cair” é quase uma regra. “Pega bem” ser uma pessoa que exagera, que passa dos limites.

Mas por que esse código passa a ser aceito por parte do grupo? Necessidade de afirmação? Pura diversão? Falta de controle? Falta de informação? São muitas as hipóteses….

Para complicar mais, o álcool (como outras drogas) altera a capacidade da pessoa de avaliar o “tamanho do buraco” em que está se metendo.

Dessa maneira, ela não acha que está tão bêbada assim, não percebe que está fazendo bobagens, acredita que consegue guiar o carro sem problemas, entre outras tantas situações clássicas das festas e de baladas Brasil afora.

Para tentar entender melhor por que o jovem começa a beber tão cedo, como ele vê a questão do álcool, qual é o impacto real que a bebida tem em sua vida e, principalmente, por que ele, muitas vezes, bebe mal (com frequência ou de forma exagerada) é que um grupo que eu coordeno, dentro de um portal de educação, resolveu investigar essas questões mais a fundo.

Desde o começo do ano, entrevistamos 12 mil alunos de 13 a 17 anos de quase cem escolas do país e chegamos a dados muito interessantes. O resultado acaba de ser publicado na web e você pode checar emwww.educacional.com.br/cp/projetos/2009/estejovembrasileiro.

Fonte: Jairo Bouer/Folha de São Paulo

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