Estudo retrata o consumo de bebidas alcoólicas no Brasil

Durante a reunião do Conselho Nacional Antidrogas – Conad, realizada ontem (22/08), no Palácio do Planalto, foi divulgada pesquisa inédita sobre o consumo de álcool no País. O I Levantamento Nacional sobre os Padrões de Consumo de Álcool na População Brasileira foi elaborado pela Secretaria Nacional Antidrogas – Senad, em parceria com a Universidade Federal do Estado de São Paulo – Unifesp, e teve como objetivo fazer um diagnóstico do consumo de álcool no Brasil e fornecer subsídios para elaboração de políticas públicas relacionadas ao consumo abusivo das bebidas alcoólicas.

Estiveram presentes à cerimônia o presidente do Conad, o Ministro-Chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, Jorge Armando Felix, o Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, o Secretário Nacional Antidrogas, Paulo Roberto Uchôa, além de representantes de outros órgãos do governo e os demais membros do conselho.

I Levantamento é um projeto que vem sendo desenvolvido pela Senad desde 2003. Entre os resultados da pesquisa estão o índice de abstinência do consumo de bebidas alcoólicas, a quantidade, freqüência e o momento que os brasileiros começam a consumir o álcool regularmente. A diferença do consumo entre homens e mulheres, adultos e adolescentes, as regiões que mais bebem e, ainda, as conseqüências do excesso também são apontadas na pesquisa.

Na abertura do evento, o ministro Felix cumprimentou a todos os presentes e ressaltou a importância do trabalho realizado pela Senad e a Unifesp. “Este estudo representa um grande passo no processo de construção da política brasileira para o álcool. Um política equilibrada, sem viés ideológico, de fundamentalismo ou de banalização do consumo.

Embasado de forma consistente, por dados epidemiológicos pelos avanços da ciência e pelo respeito ao momento sócio político do nosso país”. Durante a cerimônia o Ministro-Chefe adiantou um trabalho voltado para os assentamentos do Incra, “nós temos um nova meta que diz respeito aos grupos sociais mais desassistidos”.

O ministro da Saúde reafirmou a relevância da pesquisa para as políticas públicas relacionadas ao álcool. “Este levantamento veio cobrir uma lacuna importante e marcar de uma vez por todas a qualidade da produção de informações que servirão de instrumento para uma política pública fundamental”. Temporão finalizou ressaltando a importância do lançamento da Política Nacional sobre o Álcool (Decreto 6.117, de 22 de maio de 2007) pelo presidente Lula e da recente campanha institucional sobre o abuso de álcool lançada na mídia pelo Ministério da Saúde.

Em seguida, foram apresentados os principais dados do levantamento pelo professor da Unifesp e coordenador do estudo, Ronaldo Laranjeira, que destacou o privilegio de participar dessa pesquisa. “Foi um privilegio muito grande que a Senad tenha convidado a Unifesp, e a minha equipe especialmente, para fazer essa pesquisa. É possivelmente a pesquisa mais importante da minha vida profissional, e acho que realmente é o estudo que faltava para que pudéssemos avaliar o impacto das futuras políticas do álcool que o nosso país tanto necessita”. Em seguida, o pesquisador ressaltou o trabalho realizado “gostaria de deixar um agradecimento público a equipe da Senad e ressaltar, do ponto de vista da história no alcoolismo no Brasil, a importância dessa pesquisa”.

Após a exibição dos dados nacionais gerais, a Secretária Adjunta da Senad, Paulina Duarte, apresentou os dados preliminares de uma pesquisa sobre o consumo de álcool e outras drogas e seu impacto na vida das comunidades indígenas. A pesquisa coletou, nas cinco regiões do país, 1455 questionários em 11 comunidades indígenas de sete etnias diferentes. A secretária adjunta ressaltou o ineditismo e ação articulada das instituições que participaram da pesquisa. “Gostaria de destacar o esforço institucional por parte da Senad e da Funai, que foram as instituições responsáveis, junto com a Unifesp, por todo o levantamento na parte da população indígena”.

O estudo busca fornecer subsídios para realização de ação articulada de educação, saúde e segurança entre as comunidades indignas, as quais também apresentaram um grande índice de consumo de bebidas alcoólicas (38,4%), apesar da proibição legal de venda de bebida aos índios pelo Estatuto do Índio (Lei nº 6.001/73).

Fonte: SENAD

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