Preconceito da sociedade em relação à mulher alcoolista

Apesar do desenfreado desenvolvimento da tecnologia e da ciência, apesar de todos os avanços e progressos que a humanidade vem alcançando, ainda não conseguimos extinguir da mente humana alguns valores que não acrescentam nada à existência do ser, entre eles:

O preconceito

A referência será feita em especial à mulher alcoolista, que sofre de uma doença grave, crônica e progressiva, e que vem crescendo no meio feminino.

O vínculo feito com a bebida varia de acordo com a idade que o individuo começa a beber.

Uma adolescente, por exemplo, pode começar a usar o álcool com 12 anos porque tem baixa auto-estima, é tímida, curiosidade, insegurança, influência de amigos entre outros fatores psicológicos e sociais.

O álcool a principio proporciona uma sensação de euforia e bem estar e até mesmo de poder que momentâneamente representa ter resolvido todos os problemas. Já uma mulher de maior idade após a fase da adolescência, pode se vincular do álcool por outros motivos como a não realização de um casamento idealizado, frustrações pessoais e profissionais e sem conseguir lidar com esses sentimentos acaba por “anestesiar” através do álcool sem imaginar os problemas maiores que virão.

Deixado claro que os motivos que podem levar uma pessoa ao alcoolismo são muitos e variados, e ainda não fariam mencionados as psico- patologias, entre elas depressão, transtorno de ansiedade, transtorno afetivo bipolar etc.

Fatores esses que podem ocorrer tanto na vida de homens, quanto de mulheres, o que torna dificulta uma explicação à sociedade e até mesmo alguns profissionais da saúde sustentam enorme preconceito em relação às mulheres alcoolistas.

Diferentemente dos homens alcoolistas, as mulheres que sofrem do alcoolismo não recebem quase nenhum apoio de seus familiares, maridos ou até mesmo filhos e por conseqüência não procuram auxilio, a culpa não a permite.

Sob o questionamento da sociedade: “Como uma mãe pode deixar sua família, seu marido, e até mesmo filhos para se tratar da bebida?” – as mulheres se vêem inibidas a procurar ajuda.

Está certo que existe um lado romântico e poético na visão da sociedade que a mulher mãe está acima do bem e do mal e é a grande protetora do lar, e de fato a maternidade pode livrar de uma depressão de base, porém sob o peso desse arquétipo as mulheres sentem se ainda mais pressionadas e acuadas.

O que é preciso deixar claro é que o alcoolismo atinge cada vez mais mulheres e elas precisam do mesmo apoio e tratamento que são disponibilizados às pessoas do sexo masculino.

Dra. Claudia Soares, piscóloga responsável pelo Centro Terapêutico Viva, que estréia sua coluna “Dependência Quimica e Mulheres” que mensalmente trará informação e novidades para a Mulher Alcoolista.

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